Montag, 31. August 2009

A crise da Igreja: o desafio da modernidade

A Igreja, de fato, como acabamos de explicar, muitas vezes falhou na tarefa de acompanhar a evolução da sociedade, esquecendo que o próprio evangelho, a boa -nova, põe a incarnatio no centro da fé cristã, O medo dos pios de lidar com este murfdo em liberdade parece um tanto irracional porque, de fato, a Igreja não tem motivo para se fechar à modernidade, pois ela sempre deve acompanhar a sociedade em seu respectivo momento; melhor seria ainda se a Igreja assumisse sua liderança espiritual e moral, tornando-se vanguarda.

É possível aplicar aqui também a regra sábia da homilética: o predicador deve ler com atenção a Bíblia e o diário, uma vez que ele deve tomar em consideração as circunstâncias concretas dos ouvintes que ele procura alcançar. Não deve falar tanto dos efésios e coríntios, mas muito mais dos berlinenses, recifenses ou dos gaúchos.

Existe, nos púlpitos, o permanente e grave perigo do sermão que não tem hora nem lugar, da prédica que poderia ser proferida igualmente no ano de 1800 ou 1900 ou 2000, seja no Recife, em Nova York, em Paris, Londres ou Berlim. Seja entre os judeus, entre gregos, abissmnios, egípcios, angolanos, moçambicanos, pigmeus, turcos, árabes, hindus, vietnamitas, chineses ou timorenses (Deus, porém, na pessoa histórica que se chama Jesus de Nazaré, encarnou-se neste mundo e ainda nos deu seu espírito santo, a fim de que se evite estagnação e se estimule a criatividade, da qual vive o mundo!).

Disse R. Seeberg (An der Schwelle des zwanzigsten Jahrhunderts, Leipzig 1901, p. 72, 73-74), com toda razão:

Como são raras idéias novas, novos aspectos, uma psicologia religiosa, relações práticas e concretas nos sermões modernos! A dogmática mais correta será aquela que leva à melhor maneira de predicar! - O que o predicador de hoje antes de tudo precisa é dedicação; compreensão da vida do homem moderno, o convívio com a sua comunidade e uma forte e própria vida religiosa perante o Senhor.

De qualquer maneira, ó que importa é que o padre ou pastor deve ser necessariamente agente sociopolítico no meio de sua comunidade e de todo o município em que vive e age. Disso vive a nossa sociedade. Ela depende de membros maduros e capazes para raciocinar e atuar.

Aprendi de Martin Luther King:

Não nos é permitido esperar que Deus, com um espetacular milagre, elimine o mal deste mundo. Enquanto cremos isso, Deus não vai escutar as nossas orações, porque lhe pedimos fazer o que ele nunca fará. Deus não vai fazer tudo para o homem, e o homem não pode fazer tudo sozinho. Temos que reconhecer que se trata de superstição esperarmos que Deus vá atuar enquanto nós ficamos passivos. Ou, como diz o brasileiro: Deus nós dá as nozes, mas somos nós que temos que tirar a casca! Ou ainda, o que diz o bispo ao jovem padre na hora da ordenação: você pode contar com a benção do Senhor. Conte com a bênção dele para seu trabalho, mas não espere que ele também faça o serviço em seu lugar.

Creio que seria muito importante para cada comunidade cristã que seu padre ou pastor, por exemplo, fosse capaz de apresentar uma Radiografia do Brasil sempre atualizada, a fim de oferecer aos fiéis uma orientação global neste mundo complicado, que pelo menos comece diretamente ao passar o portal do templo, não, melhor: os fiéis, ao entrar, o trazem ao culto dentro de suas cabeças. Aí não basta falar do Bom Jesus, como ele andou na Terra Santa tão remota - onde, aliás, reinam a morte e o homicídio hoje em dia - e onde o Salvador proferiu seu sermão do monte. Os pastores têm o compromisso sagrado de guiar as suas ovelhas em seu tempo e espaço. O pregador deve conhecer este mundo, suas leis e sua história, e deve ser mais sábio, mais culto, mais educado e mais instruído do que os seus fiéis e até do que todas aquelas autoridades grandes e pequenas que vivem no mesmo tempo e espaço. Nada mais triste do que um líder ignorante, um pastor que não sabe como cuidar das ovelhas. Os pastores devem ser bons teólogos e bons sociólogos e também devem ser firmes e atualizados em matéria de história, da ciência! A ciência moderna, inclusive a tecnologia eletrônica, significa um processo, uma dinâmica de transformações, que deveria indicar um caminho rumo ao futuro, e a Igreja - melhor: a cristandade - deve responder de maneira madura e inteligente.

Ninguém poderia dizer o que vai ser o futuro da Igreja como tal, mas pode-se dizer hoje com firmeza: ou o Cristianismo se mostra aberto para uma evolução ou ele chegou ao seu fim. A Reforma não foi a renovação do Crisfianismo primitivo, mas um novo tipo de Cristianismo. Se o Cristianismo quiser perdurar, não apenas a sua forma, mas também a sua substância devem estar abertas para o desenvolvimento. Quem deseja reduzir a Igreja ao modelo da comunidade primitiva ou ao padrão da reforma do século XVI está negando a razão de ser da Igreja. Também o Novo Testamento ou a suposta doutrina do Jesus histórico não podem ser simplesmente transferidos ao mundo presente. Sem a separação entre verdades temporárias e verdades evidentes e permanentes, não podemos avançar (Loewenich, Die Aufgabe des Protestantismus in der Gegenwart, Schweizerische Theologische Umschau Nr.1, 350 ano, Bern, Junho de 1965, p. 7).

O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi oficialmente fundado por ocasião do V* Encontro dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, em 1984, em Cascavel-PR No ano seguinte realizou-se em Curitiba o 10 Congresso Nacional dos Sem-Terra. Foi esta a sua mensagem: "Ocupação é a única solução!" Desde então o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra está presente em 23 Estados da Federação, abrangendo mais de 1,5 milhão de pessoas come 300.000 famílias, que vivem em assentamentos, mais 80.000 que ainda sobrevivem em condições muito precárias, em acampamentos provisórios, debaixo de lonas de plástico. A marcha de protesto dos 100.000, em prol de "Trabalho, Justiça e Reforma Agrária", em gigantesco comício em Brasília, no dia 19.4.1997, constitui um dos acontecimentos mais marcantes da história brasileira contemporânea. Os sem-terra haviam aprendido a lição da sabedoria popular:, Quem não chora, não mama, aplicando o provérbio à prática política. Os camponeses chegaram à conclusão que esperando pacientemente não chegariam a lugar nenhum. Por isso, desde então, atuam conforme o lema: "Só quando se ocupa terras e lá se instala acampamentos, só quando se organiza ocupações em repartições públicas ou escritórios de filiais de agroempresas multinacionais, ou só quando, eventualmente, se devasta até plantações transgênicas, ou quando se organiza passeatas de protesto e greves de fome ou métodos de luta semelhantes, só então se poderia chegar a resultados favoráveis para os miseráveis".

Em 1996 mais de 30.000 lavradores acampavam em barracas de lona às margens da BR-386, no município de Sarandi - RS. Reivindicavam ao governo do Estado créditos de emergência, pois uma estiagem havia dizimado suas lavouras de soja, fato que levara os agricultores à beira da falência. A concentração dos colonos no acampamento na BR-386 não surgiu por acaso. Há um bom tempo o frei Sérgio Gõrgen e sindicalistas vinham percorrendo colônias, organizando famílias de pequenos agricultores. O resultado desta ação foi a bem-sucedida mobilização na beira da estrada. Pela organização e eficiência apresentada, o Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA - é uma entidade que se alastra pelo Brasil seguindo as pegadas do MST.

Cabem aqui algumas palavras sobre o frei da O. M. de São Francisco de Assis, Sérgio Antônio Gõrgen, cuja atuação está estreitamente ligada ao destino dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais e a suas lutas por dignas condições de vida. Sempre que colonos sem-terra e soldados da Brigada Militar estiveram na iminência de confronto, um frade surgia entre os dois grupos. Com sua batina surrada, calçando chinelos de dedo, o frei Sérgio Antônio Gorgen emergia com os braços erguidos, iniciando as negociações para evitar o confronto. Depois, pela primeira vez, o enérgico franciscano, de 43 anos, estava do outro lado: como diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Reforma Agrária da Secretaria da Agricultura, tornou-se sua a responsabilidade de concretizar o que reivindicava há anos: instalar a paz e o crescimento econômico no campo.

A experiência como hábil negociador do religioso no campo da agricultura ou do mundo rural começou, como dito, em 1979, quando se tornou membro ativo da CPT e quando ocorreram as primeiras ocupações de fazendas no RS. O objetivo específico de tais ações foi acelerar a luta pela tão atrasada democratização do solo no Brasil. Ocuparam Ïatifúndios em Ronda Alta. A empreitada foi o embrião do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no qual Gõrgen conheceu João Pedro Stédile, hoje o principal nome do MST no Brasil. Nos anos 80 o frade organizou núcleos de colonos, de onde surgiram lideres como Adão Pretto (deputado federal pelo VI) e Antônio Marangon (ex-deputado estadual pelo PT e prefeito de Palmeira das Missões). Nas dezenas de invasões de terra* desde a década de 80 o franciscano sempre participava das ocupações, fosse para levar palavras de fé aos acampados ou para orientá-los sobre como se comportar diante de um. cerco da Brigada Militar. "Muitas vezes agiu de forma radical. Mas é um ideólogo, um estrategista, que acredita nas invasões como instrumento de pressão", avalia o então secretário de Agricultura, Marcos Palombini. "Tenho duas ferramentas de luta: a lei dos homens, que é o Estatuto da Terra, que garante terra a todos, e a Lei de Deus. A Bíblia não passa escritura de terra para ninguém," diz o religioso. A partir de 1992 frei Sérgio implantou o ensino nos assentamentos. Cinco anos depois, com um grupo de sindicalistas e lideranças de sem-terra, criou o Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), entidade que adota a estratégia e a organização do MST. Sem se separar da Bíblia, o frei tem sempre por perto a agenda, o celular e a calculadora, usada muitas vezes para estabelecer melhores preços para os pequenos produtores. "Precisamos de organização. Usaremos o princípio da subsidiariedade, que se aplica na Ordem dos Frades Menores. Primeiro, fazemos o que está ao nosso alcance. No caso da agricultura, o que está ao alcance de cada comunidade, compara, salientando que sua grande meta é instalar 10.000 famílias no campo, vai ser difícil, apenas isso. Vamos consegui?*, declara (conforma Juan Domingues).

Ao começar a redemocratização no Brasil, nos anos 80, formaram-se vários movimentos sociais. Enquanto os operários no triângulo industrial de São Paulo organizavam greves para conseguir salários melhores e condições de trabalho mais humano, os agricultores do Rio Grande do Sul e do Paraná formaram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Considera-se o dia 21 de janeiro de 1984 a data oficial da fundação. Foi o momento em que os coloflos, que tinham ~cupado terras da Fazenda Encruzilhada Natalino, em Ronda Alta-RS, e o movimento dos agricultores de Paraná-Oeste (Mestro) chegaram a se juntar, formando assim o movimento dos sem-terra, cujo objetivo era a reforma agrária. Este novo movimento, deste o começo, contou com o apoio da esquerda nacional e da Igreja Católica (CPT).

A «Mensagem Fraterna", por D. Hélder Câmara, dirigida à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), ao receber desta, em 21 de setembro de 1984, um Doutorado de Honra, reflete muito bem este apoio da igreja: sob o tema Missão especial confiada à Universidade Federal Rural de Pernambuco, o arcebispo referiu-se à conhecida e querida Conferência Nacional dos Bispos do Bràsil (CNBB), que clama por umá autêntica reforma agrária em todo o país ou, ao menos, prioritariamente numa região como o Nordeste, com os seus nove Estados. Deveria ser realizada com rapidez, segurança e firmeza, sem ódios, sem violências, mas também sem sombra de covardia (UFRPE, 1984, p. 33ss).

Dez afirmações proferidas pelo orador alicerçaram esta reivindicação da CNBB:

Primeiro, D. Hélder mencionou a questão da propriedade no setor da agricultura: No Nordeste, 76% dos proprietários possuem apenas 19% das terras nordestinas; no Brasil inteiro 71% dos proprietários possuem apenas 12% das terras do país; 24% possuem 78% do Brasil. 42 milhões de terras aproveitáveis estão inexploradas e 240 milhões, mal utilizados. As multinacionais já se apropriaram de mais de 35 milhões de hectares de terras do Brasil. O número de pessoas que migraram para outros Estados, entre 1970 e 1980, cresceu para 24 milhões. Conta-se aproximadamente 11 milhões de desempregados nas ddades e 12 milhões de camponeses semterra. 8 milhões e 700 mil assalariados rurais recebem menos de um salário mínimo. A produção de alimentos por habitante vem caindo nos últimos 20 anos, em razão do apoio governamental à grande propriedade. 269 mil familias de pequenos produtores enfrentaram conflitos pela posse de terra entre -1979 e 1983. No mesmo espaço de tempo, foram assassinados camponeses, posseiros, bóias-frias, garimpeiros, dirigentes sindicais rurais e advogados, na luta pela posse da terra e na defesa dos direitos dos trabalhadores. Somente nos 3 primeiros meses de 1984, 17 pessoas, número superior ao dos anos de 1980, 1981 e 1982. Em 480 anos os indígenas no Brasil foram reduzidos de 5 milhões para 220 mil, e apenas um terço de seu território está oficialmente demarcado... Este panorama social e econômico evidencia a necessidade de uma reforma agrária.

D. Hélder, então, questionou: para que a reforma agrária?

A reforma agrária visa à distribuição, entre 12 milhões de trabalhadores rurais sem terra ou com minúsculas parcelas de terra, dos 280 milhões de hectares de terra não-explorada nos latifúndios. Reforma agrária multiplica a área de lavouras aumentando a produção de alimentos, como também amplia o mercado interno, por meio da redistribuição da propriedade e da renda agrária. Uma reforma agrária eliminará a especulação, possibilitando preços justos para pequenos produtores e alimentos mais baratos para a população. Uma reforma agrária também cria novas oportunidades de vida e de trabalho para os desempregados e subempregados nas cidades e reestimula as atividades econômicas, que oferecem mais emprego e se voltam para o bem-estar da população. A reforma agrária pode quebrar o monopólio das multinacionais na produção e comercialização agroindustrial e pode recuperar as terras em suas mãos, acabando com a especulação. E, com uma reforma agrária, elimina-se as causas da violência contra os trabalhadores rurais e contra os povos indígenas. A reforma agrária é necessária para a efetivação da democracia no país, democratizando o acesso à produtividade da terra.

O palestrante referiu-se também ao costume brasileiro de falar muito sobre a reforma agrária, inclusive à opinião de que esta já estaria sendo realizada. Diante deste engano, D. Hélder tentou identificar o que não devia ser chamado de reforma agrária, mesmo que oficialmente se chame assim: a compra de terras; a regularização fundiária; a titulação de terras e a regularizsação fundiana; a titulação de terras e a reformulação fundiaria. „Que nos perdoe o Instituto Nacional de Colonização torna mais suave a sua sigla Incra, mas seria melhor não misturar Colonização e Reforma Agrária." Reforma agrária é um processo amplo, que abrange uma democratização verdadeira do solo, uma re-distribuição.

Foi esta a mensagem, que ele transmitiu ao corpo docente e discente da Universidade Rural. "Bem sei", disse ele, "que vos convido para uma empreitada dificílima. Tocar no direito de propriedade é atingir um direito que, para muitos, é considerado intocável, sagrado... Mas devia-se reconhecer com toda clareza a realidade: estamos abusando da paciência do povo..."

Foi uma palestra corajosa, mas D. Hélder não hesitou em declarar: "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; se pergunto porque os pobres passam fome, me chamam de comunista"

Deve-se constatar que a Igreja Católica nem sempre havia se engajado nas longas disputas acerca da democratização da terra. Houve épocas em que a posição da Igreja quanto aos movimentos camponeses era até agressiva; só mais tarde a Igreja mostrou-se mais sensível a esta questão. Desde o Vaticano II, a Igreja desenvolveu mais compreensão para a situação do proletariado. D. Hélder Câmara, na sua palestra proferida em 21.9.1984, por ocasião da promoção a Doutor Honoris Causa, na aula magna na UFRPE, destacou o Santo Padre João XXIII ("o nosso querido João de Deus*) que dissera: "Quando um Homem trabalha uma terra, durante anos, acaba criando raízes nela ... Arrancá-lo dali e jogá-lo para as surpresas da cidade é um pecado contra Deus e contra a criatura humana" (UFRPE, 1984, p. 39).

Jaime Amorim, coordenador regional do MST em Pernambuco, sublinha que o Movimento dos Sem Terra deve muito aos bispos pernambucanos, "porque rezaram missas nos assentamentos". Apesar de numerosos conflitos, que periodicamente causaram até feridos e mortos, os camponeses e trabalhadores sem-terra se sucederam, apoiados especialmente pela Igreja, fazendo pressão sobre o governo a fim de conseguirem melhoramentos da infra-estrutura nos assentamentos, melhor acesso de seus produtos ao mercado e uma constante aceleração na realização da reforma agrária.

"Se, porém, o governo, em ‘1998, não consegue assentai no Estado de Pernambuco mais de 944 famílias, o que seria apenas um terço daquilo que no início do ano foi planejado, então o ano de 1999 promete tornar-se ainda mais difícil", advertia então o bem conhecido líder Jaime Amorim.

Freitag, 28. August 2009

Letter to President Barack Obama

A good friend from Asunción. DR. MARTIN ALMADA , defending Human Rights in Paraguay, passed me the following letter CON RUEGO DE SU DIFUSION, asking for publication:

President Barack Obama
The White House Washington, DC

On January 26, 2009 a U.S. federal judge in Georgia found the SOA 6 guilty of illegal entry onto the U.S. Army base at Fort Benning during a protest against the School of the Americas (SOA). The six were part of the thousands who came together on November 22-23, 2008, to demand the closure of the School of the Americas. The six carried out an act of peaceful civil disobedience, walking onto the base. The judge sentenced them to two-month prison terms. These activists are Fr. Luis Barrios, Kristin Holm, Sister Diane Pinchot, Al Simmons, and Theresa Cusimano. A sixth co-defendant, Louis Wolf, was sentenced to six months of house arrest. In Asuncion we have declared our support for the cause. We are in solidarity with the six.

As with Guantanamo, the SOA is known for torture and crimes against humanity. In the case of Guantanamo the crimes occurred recently inside of one complex. With the School of the Americas, the "training" and the resulting crimes have gone on for more than 60 years.

Starting on November 26, 1974, in Asuncion, Paraguay, I was brutally tortured by an aggregate of military personnel from Argentina, Brazil, Bolivia, Chile, Uruguay, and of course, military and police from Paraguay.

I had defended a doctoral thesis at the University of La Plata in Argentina, entitled "Paraguay: Education and Dependence." I took my inspiration from the great Brazilian educator, Paulo Freire, who at that time was considered a subversive.

I would like to emphasize that I took no course in how to be tortured.

However, all my torturers had taken courses at the School of the Americas when it was located in the Panama Canal Zone. During one month in the torture room I saw more than 1,200 persons tortured for the mere act of holding different opinions from that of the government of General Alfredo Stroessner. He was the person who the former Vice President of the USA, Richard Nixon, called the "Champion of Anti-Communism in Latin America."

Thus I believe that for nearly all the human rights abuses committed in Paraguay during the period from 1954 to 1989, the government of the United States has legal co-responsibility at the national and international levels.

Crimes against humanity have no statute of limitations.

On November 22, 1992, on my return to Paraguay, with the assistance of a judge, I discovered the archives of Stroessner's Secret Police. The press soon dubbed it the "Archives of Terror." I uncovered the founding documents of Operation Condor. This was a criminal pact between the military governments of the 1970s, including Argentina, Bolivia, Brazil, Chile, Paraguay, and Uruguay. The price of the pact was paid with more than 100,000 victims in the Southern Cone region. More than half of these victims were grassroots leaders, students, professors, lawyers, doctors, members of religious congregations, journalists, human rights defenders, artists and intellectuals. In other words, the military tried to eliminate the thinking class of Latin America.

The intellectual author and instigator of these crimes was the Secretary of State from the US at that time, Henry Kissinger. In 2002, I initiated a criminal complaint against him in Santiago, Chile, where Operation Condor was conceived during the Pinochet regime.

Soon after the discovery of the "Archives of Terror," Maryknoll Father Roy Bourgeois visited us. From my personal experience of torture in 1974-1975 at the hands of graduates of the School of the Americas, I enthusiastically joined his campaign to close the "School of Assassins" now located at Ft. Benning. To me, keeping this US military facility open makes no sense at all because in Latin America the rule of law is now in effect. Why spend US tax money to train Latin American torturers?

Your election as President has offered a great hope to the world. In Latin America we are especially hopeful that the systemic violation of human rights might come to an end.

As winner of the Alternative Nobel Peace Prize and as a Member of the Executive Committee of the American Association of Jurists, I ask of ou, please, Mr. President:

1. Utilize your office to end the political persecution of the brave US citizens who are struggling for the closure of the School of the Americas, a training institute that supports authoritarian governments. Let us be in solidarity with the six North Americans who, swimming against the current, are staking their all for universal justice.

2. Close the School of the Americas, and convert it into a People's University for Human Rights and Ecology. We are very concerned, as you are, about growing environmental contamination and global warming.

I send you greetings with the highest regard and respect.

DR. MARTIN ALMADA

27.8.09

Montag, 13. Juli 2009


„SCHWARZES VIEHZEUG" UND „FARBIGES ELEMENT"

Beobachtungen zum Thema *Menschenrecht, Toleranz und Humanität in Lateinamerika

Im Jahr 2000 beging man mit großem Aufwand überall im Land das 500. Jubiläum der „Entdeckung" Brasiliens durch den portugiesischen Seefahrer Pedro Álvares Cabral. Meine erste Begegnung mit der „ilha Brasil" lag fast ein halbes Jahrhundert zurück, so lag es mir daran, nunmehr das Fazit meiner Recherchen über Kultur und Geschichte dieses Landes zu ziehen. Eine Reise nach Argentinien, Paraguay und Brasilien im Jubiläumsjahr führte mir dann noch einmal besonders eindrücklich die Lage der Eingeborenen, der Schwarzen und der Landlosen, der Schwächsten also in der lateinamerikanischen Gesellschaft, vor Augen.
Auf der Plaza de Mayo von Buenos Aires erinnern in das Pflaster eingelassene Symbole an die vielen Menschen, die während der blutigen Herrschaft der Militärs ums Leben gekommen bzw. `verschwunden´ sind. Jeden Donnerstag versammeln sich die „Mütter der Plaza de Mayo" vor dem Regierungspalais zu einem Schweigemarsch. Sie fordern Aufklärung über den Verbleib ihrer Angehörigen und verlangen „Gerechtigkeit". Dazu gehört auch die Verurteilung der Schuldigen, die noch heute unbehelligt auf ihren Posten sitzen. Der Abgeordnete des Nationalparlaments Torres Molina unterstützt die Angehörigen der Opfer des staatlichen Terrors der 70er Jahre mit großem Engagement. Sein Assessor war einer der Exilierten jener Zeit, der bei uns in der Bundesrepublik Aufnahme gefunden hatte. Nürnberger Menschenrechtler pflegen die Verbindung zu den Freunden in Argentinien in besonderer Weise.
„Bis zum heutigen Tag sind wir ein kolonisierter und ausgebeuteter Kontinent", sagte einer meiner Kollegen in Rio de Janeiro. Der Leiter der Staatskanzlei von Rio Grande do Sul, Dr. Flavio Koutzii, sprach in einem Interview, um das ich ihn gebeten hatte, von einer erneuten Kolonisierung Brasiliens. Dazu nannte er ein Beispiel: Die fünf Geldinstitute des Landes, die von den ehemals vierzig brasilianischen Banken übrig geblieben sind, befinden sich heute mehrheitlich in spanischer oder portugiesischer Hand.
Alle Leute sagen, Brasilien sei eine Demokratie, in der Menschen unterschiedlicher Rassen ohne Diskriminierung zusammen leben. In den gängigen Statistiken heißt es, die Bevölkerung setze sich aus 53% Weißen, 34% Mischlingen, 11% Schwarzen und 2% Sonstigen zusammen. Die Zahl der Indios wird mit 300.000 angegeben - bei einer über 160 Millionen zählenden Bevölkerung!
Was die prominente Politikerin Benedita da Silva von der Gleichberechtigung aller Menschen in ihrem Land hält, hat sie mir ein einem Interview in aller Deutlichkeit erklärt: „Man hat uns viele Jahre lang weisgemacht, dass es hier keinen Rassismus gibt, sondern eine Pluralität der Rassen, und dies sei gleichbedeutend mit einer Demokratie. So wurde Brasilien als ein Land angesehen, in dem es keine Rassenvorurteile gibt und bei dem es sich in der Tat um eine Rassendemokratie handelt. Ich führe dies praktisch auf den Mythos der Rassendemokratie zurück. Wir, die von Afrikanern abstammenden brasilianischen Neger jedoch, wissen ganz genau, dass eine solche Feststellung nicht gerechtfertigt und dass jenes Bild von einer Rassendemokratie ein Irrtum ist, weil man, wenn man die Situation unter sozialen Gesichtspunkten betrachtet, eine außergewöhnlich große Anzahl von Ausgeschlossenen finden wird, und unter diesen wiederum befinden sich in erster Linie wir Neger und die Leute aus dem Nordosten."
„Wir tragen" sagte sie mir, „ein Erbe mit uns herum, genau so, wie Sie es in Ihrem Buch beschreiben. Ich habe es genau hier an dieser Stelle gelesen - ich verstehe zwar kein Deutsch, aber Sie benutzen hier ein portugiesisches Wort, so dass ich es lesen konnte. Es ist genau so, wie Sie es hier in Ihrem Buch ausdrücken: „Ware", produto, ein Produkt. („Durch ihre Versklavung hatte man den Schwarzen ihre Identität genommen. Ihr angestammter Name wurde nach der obligatorischen Taufe durch einen christlichen Namen ersetzt; jedoch auch mit einem neuen Namen versehen, blieben sie verkäufliche Ware. Als peças - wie Rinder oder Esel - wurden sie von den Sklavenhändlern bezeichnet. Es handle sich bei den Afrikanern um Leute, die mais tem de bruto que de gente - die wilden Tieren ähnlicher seien als menschlichen Wesen." So äußerte sich die Befragte einmal an anderer Stelle.) „Wir sind tatsächlich ein Produkt, und nur seine Gestalt hat sich verändert: heute sind wir - unter physischen Gesichtspunkten - nicht mehr dieses Produkt, das uns als Sklaven identifiziert, es leben jedoch dort, wo die Mehrheit der Bevölkerung aus Negern besteht, einige Segmente der Schwarzen, in einer weitgehend mit der Sklaverei identischen Situation, in einer Welt des Elends, und der Finsternis, gerade auch auf dem Sektor von Erziehung und Bildung... Wir müssen also feststellen, dass hier die Wurzel allen Übels liegt, auch die Ursache für den Mangel an Toleranz, den wir in der ganzen Welt erkennen."
Im Eingeborenen-Reservat von Inhacorá sprach ich mit dem Häuptling, João Camargo, der einer Gruppe von 800 Kaingang-"Indios" vorsteht. De facto geben die Bürokraten der Nationalen Indianerstiftung den Ton an. Die Kaingang betreiben Subsistenzwirtschaft auf einem Gebiet, das ca. 2.800 ha umfaßt. Vor einigen Jahren waren es noch 5.000 ha gewesen. 2.200 ha haben in der Zwischenzeit die „brancos", weiße Anlieger, die dem „schwarzen Viehzeug", wie sie die Indianer oft verächtlich nannten, von dem Territorium abgezwackt.
Seit sie 1993 als Staatsbürger anerkannt wurden, können die Indios ihr Land wieder selbst bebauen; doch in welchem Zustand haben sie es vorgefunden? Jahrzehntelang wurde der Naturwald von skrupellosen weißen Geschäftemachern abgeholzt. Der Boden wurde durch Monokulturen, wie die für den Export bestimmte Sojabohne, total ausgelaugt. Nur schrittweise kann begonnen werden, auf der Basis der Subsistenzwirtschaft die Grundlage für den eigenen Lebensunterhalt zu schaffen. Es fehlt an allem: an Saatgut und Kleinvieh ebenso wie an landwirtschaftlichen Geräten. Die Indianerschutzbehörde ist ein bürokratischer Wasserkopf. Kaum jemand dort versteht wirklich, was die Indios benötigen.
In Rio Grande do Sul gibt es nur noch 8.787 Kaingang und Guaranis auf einer Grundfläche von 60.330 ha in 17 Reservaten. Für zwei Gemeinden von 336 bzw.24 Eingeborenen muß über die Anerkennung des von ihnen bewohnten Gebietes erst noch durch die Justiz entschieden werden. Wen darf es wundern, wenn sich unter diesen Umständen bei den Indios der Wunsch verbreitet: `Wir wollen in Freiheit leben, wie zu der Zeit ehe der Portugiese nach Brasilien kam!´
Kurz vor dem Besuch bei den Kaingangs hatten, ausgerüstet mit Pfeil und Bogen, Indios in Mato Grosso eine Ortschaft belagert, um zu fordern, „was ihnen gehört": „Dieses Land ist unser!"
In Asunción lernte ich einen Ingenieur kennen, der eine Indianerstiftung leitet. Sein Vater, Leon Cadogan, Sohn australischer Einwanderer, hatte sich in der Indianerarbeit in außergewöhnlicher Weise engagiert und verschiedene Guarany-Sprachen studiert. In den 40er und 50er Jahren, als die Eingeborenen noch schutzlos der Sklaverei ausgesetzt waren, hat er mit Erfolg für das Recht der Indios gekämpft. Am Ende hat er eine umfangreiche Bibliothek über die Geschichte und Kultur der Guaraní-Völker Paraguays, samt einer Art von ethnologisch-anthropologischem Museum hinterlassen. Mit einem Indio fuhren wir in das benachbarte Luque, um dort eine „posada" zu besuchen, ein Grundstück, auf dem die Angehörigen eines Stammes der Guaranis „Unterkunft" finden, bis sie nach Erledigung ihrer Geschäfte in der Hauptstadt wieder in den Chaco zurückkehren können. Wir haben uns freundschaftlich unterhalten und ich erfuhr viel über die Unterdrückung dieser Menschen, deren Vorväter einst die Herren dieses Landes gewesen waren.
Was die Situation der Schwarzen betrifft, deren Vorväter Brasilien als Sklaven unfreiwillig „entdecke" mußten, widerspiegelt ein bezeichnendes Erlebnis, das ich in Porto Alegre hatte:
Im Regierungspalais wurde ich ins Vorzimmer des Chefs der Staatskanzlei weitergereicht, wo man mich bat, ein Weile Platz zu nehmen; vor mir sei nur noch eine Dame, eine Schwarze, an der Reihe. Als ein Sekretär auf der Bildfläche erschien, wandte sich dieser sofort mir zu, und fragte höflich, ob ich ein Glas Wasser annähme, worauf ein livrierter Diener mir artig cafézinho und Wasser anbot. Meine Nachbarin, neben der ich auf dem obligatorischen Ledersofa sass, hatte Glück, dass auch für sie ein Espresso samt einem Glas Wasser abgefallen war. Ich raunte ihr zu: „Da sehen Sie die democracia racial. Sie sind Brasilianerin, ich bin Ausländer, Sie waren zuerst hier, während ich erst nach Ihnen eintrat, doch ich habe helle Haut, also werde zuerst ich angesprochen. Vielleicht gibt es bis zum Jahr 2088 ein Gesetz, welches eine derartig offensichtliche Diskriminierung wirklich verhindert!" Damit bezog ich mich auf das `berühmte´ Jahr 1888, in dem am 13. Mai durch die Kaiserin die Abolition verkündet worden war. Obwohl seit der Aufhebung der Sklaverei weit über hundert Jahre vergangen sind, werden die Schwarzen in Brasilien noch immer als Bürger zweiter Klasse behandelt. Dabei sind von je zehn Brasilianern vier von dunkler Hautfarbe. De facto werden 60 Millionen Brasilianern bis heute die vollen staatsbürgerlichen Rechte vorenthalten, vor allen Dingen durch rassistische Mechanismen im Bildungswesen, aber auch auf dem Arbeitsmarkt. Eine ganze Reihe befreundeter Schwarzer haben mir bestätigt, dass sie auf Grund ihrer Hautfarbe entweder ohne Arbeit sind oder - auch als Akademiker - schlechter bezahlt werden als Weiße.
Es war eine schwarze Künstlerin - sie malte und machte Straßen- und Kindertheater - die in der Kurie von Salvador de Bahia genau wie ich auf ein Gespräch mit dem schwarzen Bischof Gílio Felício wartete, die mir im Verlauf unserer Unterhaltung ein paar Bildchen zeigte. Als ich fragte, welche Bedeutung diese Bildchen denn hätten, bedeutete sie mir: Sehen Sie sich das einmal richtig an! Es ist eine Kollektion von Kindern aus Bahia. Sie wählte ein halbes Dutzend solcher Bildchen aus und erklärte: Hier können Sie sehen: Das sind die Kinder von Bahia!" Sie waren alle weiß uns blondschöpfig.
Sogar im Bereich der Kirche sind gelegentlich Beispiele der Diskriminierung von Schwarzen zu registrieren. So berichteten Freunde aus Nova Iguaçú, einer Stadt im Großraum von Rio de Janeiro, in der überwiegend Schwarze leben, mit Abscheu vom Verhalten eines Priesters, der die bereits festgesetzte Trauung eines schwarz-weißen Paares mit der Ermahnung verhindert habe, die jungen Leute möchten sich die Sache doch noch einmal genau durch den Kopf gehen lassen. zwar verbietet das Gesetz jegliche Diskriminierung aus Gründen der Rasse, und man spricht nicht über die Hautfarbe des andern. Wie die Katze um den heißen Brei herum schleicht, windet man sich, wenn es um die Frage der Rasse geht. Am Ende bezeichnet man den Neger dann vorsichtig als ein elemento de cor - ein farbiges Element! So redet man sich ein, „Neger" gibt es in der Gesellschaft einfach nicht, darf es nicht geben! Es ist genau diese Haltung, die den vehementen Protest Beneditas hervorruft und sie fordern läßt: „Wir wollen wahrgenommen werden! Wir wollen als negros wahrgenommen werden!" Als Da. Benedita dies ausrief, dachte sie wahrscheinlich nicht daran, dass 50 Jahre zuvor Frantz Fanon (Black Skin, White Masks) herausgeschrieene hatte: „Get used to me, I am a Negro!" - Gewöhne dich an mich, ich bin ein Neger.
Die meisten offiziellen Studien ignorieren die Hautfarbe des Betreffenden, was die Analyse erschwert. Das Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - fordert die Befragten auf, selbst die Tönung ihrer Hautfarbe zu bestimmen. Die Schwarzen haben jedoch, wie Benedita da Silva gelegentlich sagt, den subtil herrschenden Rassismus so sehr verinnerlicht, dass sie sich für alles mögliche halten, nur nicht für schwarz. Die Antworten der vom IBGE Befragten sind unglaublich. Sie ergeben ein Farbspektrum, das von einem unbestimmten café-com-leite - Milchkaffee - bis zu einem unverständlichen pardo bebê - babybraun - reicht. Als 1995 das Instituto Datafolha eine Gruppe von Personen nach ihrer Hautfarbe befragte, kamen über hundert verschiedene Antworten zusammen. Es gibt einen technischen Grund, weshalb man die Hautfarbe nicht vom Interviewer definieren läßt: Da es kein biologisches und katalogisierbares Konzept zur Bestimmung der Rassen gibt, böte sich dem Befrager Raum für seine eigenen Vorurteile; dann schon lieber 138 unterschiedliche Hauttönungen! Es ist erfrischend, eine Autodefinition wie die des 41jährigen Volleyball-Fans Isabel zu vernehmen, die ISTOÉ erklärte: Eu sou neguinha. Minha avó era uma mulatona linda e a mãe dela, uma negona - „Ich bin ein Negerlein. Meine Großmutter war eine hübsche Mulattin und ihre Mutter eine Schwarze." Es ist übrigens frappierend zu sehen, dass bereits die Franzosen - mit Blick auf ihre Untertanen in der Karibik - 128 Farbabstufungen registriert hatten!
Im Klassenzimmer haben es weiße Kinder leichter als dunkle, wie diverse Studien beweisen. Auch das schwarze Mädchen Benedita aus der Favela do Morro do Chapéu Mangueira mußte diese Erfahrung machen. Obgleich eine fleißige Schülerin, die ihre Hefte ordentlich führte, die in ihrer Klasse niemand in Kalligraphie übertraf, und der die Lehrerin die beste Note ankündigt hatte, erklärte man ihr beim Schulabschlussfest, es habe sich um einen Irrtum gehandelt. Negro não nasce para saber - heißt es bei Jorge Amado einmal - Der Neger wird nicht zum Studieren geboren! Rassenvorurteile gehören übrigens zu den Eigenschaften der Erwachsenen - und auch der Lehrkräfte! Die meisten Kinder bis zum Alter von 10 oder 11 Jahren besitzen keinerlei Rassenvorurteile, wie ein Kollege aus Porto Alegre, Harald Malschitzky, schon vor vielen Jahren dargelegt hat.
Die Lehrerinnen küssen weiße Kinder dreimal so viel wie Neger. Und auch, wenn es um die Religion geht, erfahren schwarze Kinder, dass sie nicht wirklich dazugehören. Benedita da Silva berichtet: „Als Kind träumte ich davon, bei der Prozession in der Kirche ein Engel zu sein. Ich bin nie ein Engel gewesen, weil die Nonnen sagten, dass es keine schwarzen Engel gibt."
Benedita da Silva, von den Ihren liebevoll Bené genannt, arbeitet mit der Bewegung der Schwarzen daran, für die TV-Werbeprogramme eine Quote von ebenfalls 40% für schwarze Darsteller zu erreichen. Bezeichnend war der Beitrag eines Babalorijá aus Recife, der auf einer Arbeitssitzung der Fundação Joaquim Nabuco, an der ich teilnehmen konnte, einen sehr bezeichnenden Vorfall heftig kritisierte: Für eine Verfilmung des Romans Gabriela, cravo e canela von Jorge Amado hatte man für die Rolle der Gabriela eine schwarze Darstellerin gesucht, am Ende jedoch eine weiße engagiert. Auf die Frage, warum man keine Schwarze für die Rolle einer negra genommen habe, kam die Antwort: „Wir haben mit 80 Schwarzen Proben vorgenommen, doch keine von ihnen besass die erforderliche Fähigkeit." Inzwischen sind gewisse Fortschritte zu verzeichnen. Dominierte in den gängigen Serien ein Image des Schwarzen, das ihn in die Nähe von Kriminellen, Doofen oder auch Verrückten zu stellen pflegte, so kann man Schwarze inzwischen auch in seriösen Rollen (inklusiv Werbespots) sehen. „Hat etwa schon einmal jemand in den Werbespots einen Schwarzen ein Glas Whisky trinken gesehen? Sie erscheinen nur als Kellner, Kriminelle, Pförtner, Hausangestellte oder aufgrund ihrer körperlichen Stärke, etwa beim Boxen, Fußball oder Olympischen Spielen, Nur ganz selten treten sie als Ärzte, Rechtsanwälte, Dichter, Philosophen oder Inhaber politischer Ämter auf", monierte Benedita. In den landesweit (und darüber hinaus: man verfolgt sie sogar in Russia) beliebten novelas - melodramatischen Fernsehserien - werden, wie brasilianische Kritikerinnen bemerken, „die Frauen und Schwarze systematisch als sich selbst entfremdet dargestellt. Steht ein Schwarzer im Mittelpunkt des Geschehens, kann es geschehen, dass diese Rolle von einem schwarz geschminkten weißen Schauspieler gespielt wird. Die Nebenrollen hingegen dürfen die schwarzen Schauspielerinnen ausfüllen: Prostituierte, Chauffeure, Gauner und das Heer der Dienstmädchen und Putzfrauen ... Shampoowerbung in Brasilien zeigt grundsätzlich Frauen mit langem, glattem, duftigem, meist blondem Haar." Die schwarze Frau werde, so die Kritikerinnen von Caipora, „durchgängig als naiv, wenn nicht dumm, abergläubisch, dick und hässlich dargestellt, sie trägt immer eine Schürze und ein Tuch um den Kopf."
In Rio Grande do Sul und Pernambuco führte ich Gespräche mit Angehörigen der Landlosenbewegung (MST), die entweder ein Latifundium besetzt hatten, wo sie dann über viele Monate oder Jahre in primitiven Behausungen aus Planen hausen mußten, oder sich bereits definitiv einrichten konnten und, in einfachen Häusern lebend, bereits ihrer bäuerlichen Tätigkeit nachgingen.
Eine UNO-Statistik belegt, dass Brasilien unter den Ländern der Erde mit der größten Bodenkonzentration in privater Hand an zweiter Stelle steht. Ungefähr 1% der Landeigentümer verfügen über 40% der gesamten landwirtschaftlich nutzbaren Fläche Brasiliens. Dabei handelt es sich um nicht weniger als um 80 Millionen Hektar.
Eine Untersuchung aus dem Jahre 1996 macht deutlich, dass in dem riesigen Land 4,9 Millionen bäuerlicher Familien unterhalb der Armutsgrenze vegetieren. 78% der ländlichen Bevölkerung verdienen pro Tag nicht mehr als zwei Reais, ungefähr zwei DM. Wen darf es da wundern, wenn die Miserablen unter solchen Bedingungen gegen das bestehende menschenverachtende System aufbegehren?
Nach ersten Landbesetzungen haben landlose Taglöhner 1984 die Bewegung der Landlosen (MST) ins Leben gerufen. Im Laufe der mittlerweile verflossenen 15 Jahre gelang es, im Zuge von 2000 Aktionen der Landbesetzung über 200.000 Familien von Landarbeitern auf 7 Millionen ha bis dato ungenutzten Bodens anzusiedeln. Heute leben auf diesen Flächen 20 - 30mal mehr Familien als dies vor der Okkupation der Fall gewesen ist.
Der Weg bis zur offiziellen Anerkennung solcher Okkupationen war nicht nur hart, sondern auch blutig. Die Kirche hat nachgewiesen, dass in den 12 Jahren von 1985 bis 1997 in ländlichen Regionen 1.003 Landarbeiter - Männer, Frauen und Kinder - und Anführer der Bewegung, wie Rechtsanwälte, kirchliche Mitarbeiter und Priester, im Zusammenhang mit Landbesetzungen ermordet worden sind. Weltweiten Protest erregten die der Bundespolizei anzulastenden Massaker von Corumbiara und Carajás. In all den Jahren kam es lediglich in 56 Fällen zu Strafprozessen, und nur 7 Personen wurden verurteilt. Alle übrigen gingen straffrei aus.
Nach diesen Beispielen der Missachtung von Menschenrechten namentlich in Argentinien und Brasilien sei zum Schluß aber auch noch ein persönliches Erlebnis, eine Begebenheit von beispielhafter Toleranz, berichtet: Man hatte für den 12. Februar in der katholischen Kirche von Casa Forte, Recife, die Taufe unserer brasilianischen Enkeltochter angesetzt. Als protestantischer Theologe sollte ich bei der Feier mitwirken. In einem Vorgespräch mit Padre Edivaldo, der ein guter Freund des bekannten Erzbischofs von Olinda und Recife, Dom Hélder Câmara gewesen war, erzählte ich ihm die folgende Geschichte, die mir Dom Hélder einmal berichtet hatte: `Eine Studentin aus Rio de Janeiro, die sich auf die Abfassung ihrer Dissertation vorbereitete, kam in unsere Region mit dem Bewusstsein ihrer geistigen Überlegenheit. Man schickte sie in eine entfernte Gegend, wo sie einem Fischer begegnete, der mit einem Korb voller Fische des Weges kam. Sie begann sich mit ihm zu unterhalten und fragte ihn, ob er wisse, wer der Präsident der Republik sei. Er wusste es nicht. Und wer der Gouverneur des Staates Pernambuco sei. Auch das wusste er nicht. Und wie heißt der Bürgermeister diese Ortes? Wiederum blieb er die Antwort schuldig. Die Studentin verhehlte nicht ihr Erstaunen darüber, dass jemand, der in diesem Lande wohnte, die Namen jener Persönlichkeiten nicht kannte, die doch fast aller Welt bekannt waren. Der Fischer nahm seinerseits ganz gelassen einen seiner Fische aus dem Korb, hielt ihn der Fremden vors Gesicht und fragte: „Weiß die Frau Doktor vielleicht den Namen dieses Fisches?" Sie verneinte. Er holte einen anderen hervor: "Und diesen hier?" Sie verneinte wiederum. „Und diesen dritten hier?" Sie mußte erneut passen. Da sagte der Fischer in aller Schlichtheit: „Dann müssen wir unsere Unwissenheit austauschen!" - Nachdem ich diese Geschichte zum Besten gegeben hatte, wurde ich ohne langes Federlesen eingeladen, die gesamte Taufhandlung zu übernehmen. Eine erstaunliche Offenheit!
Zur festgesetzten Stunde war ich an Ort und Stelle. Padre Edivaldo stellte mich nach der Messe der Gemeinde vor und kündigte an, dass nun der anwesende Pastor luterano aus Deutschland sein Enkelkind taufen werde. Die Gemeinde klatschte kräftig Beifall. Anstatt, wie am Vortag besprochen, bei der Tauffeier anwesend zu sein, sagte mir der Padre nun, es sei doch nicht sinnvoll, wenn er während der Taufe auch zugegen wäre, ich solle die Amtshandlung in aller Ruhe ganz allein vollziehen und zwar ganz genau so, wie es in meiner Gemeinde üblich sei. So wurde das Kind in einer der schönen katholischen Kirchen von Recife im Stil des Kolonialbarocks nach lutherischem Ritus getauft und danach in das Taufregister der römisch-katholischen Gemeinde von Casa Forte eingetragen. Dass der zuständige Kollege diese Form der Taufe in seiner Kirche gestattete, verriet eine ganz außergewöhnliche Toleranz. Er zeigte ein wahrhaft großes Herz! Eigentlich war es aber der gemeinsame amigo Dom Hélder Câmara, der statu invisibile seinen Segen zu der ungewöhnlichen Amtshandlung gegeben hatte!
So wird durch dieses sehr private Beispiel bestätigt, was ein protestantischer Kollege aus Rio mir im Blick auf sein Volk und Land einmal sagte, das allen Unbilden zum Trotz von der Hoffnung auf morgen getragen wird: „Wir sind umgeben von Unwissenheit, Armut und Leiden, und doch sind wir erfüllt von Hoffnung! In unserer Zeit sind es die Armen, die gekreuzigt werden. Der Boden unseres ganzen Kontinents ist von ihrem Schweiß und Blut getränkt, doch eines Tages wird sich erfüllen, worauf wir gehofft haben, und wir werden uns zu einem neuen Leben erheben."